Eficiência operacional: onde sua operadora pode estar perdendo dinheiro?

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Artigo escrito por: TopSaúde HUB

Conteúdos sobre saúde e tecnologia.

Você já calculou quanto sua operadora pode estar desperdiçando por falta de eficiência operacional? A verdade é que a maior parte das perdas não vem de grandes falhas visíveis, mas de pequenos problemas que se acumulam diariamente, comprometendo a sustentabilidade do negócio.

Segundo a ANS, o segmento médico-hospitalar registrou um prejuízo operacional de aproximadamente R$ 4 bilhões em apenas um ano. O lucro líquido das operadoras só se manteve positivo graças a ganhos financeiros.

Essa realidade evidencia que falhas silenciosas, como autorizações lentas, glosas recorrentes e falta de integração entre setores, drenam o caixa continuamente. Sem tecnologia e gestão de dados estruturada, o índice de eficiência cai e a sustentabilidade do plano fica em risco.

Por que a eficiência operacional virou questão de sobrevivência?

A eficiência deixou de ser um diferencial e passou a ser pré-requisito de sobrevivência. Com margens cada vez mais apertadas, operar sem métricas claras é correr o risco de perder competitividade rapidamente.

Na prática, quando uma operadora leva 5 dias para liberar uma autorização, enquanto o benchmark do mercado é de menos de 48 horas, o impacto se reflete em filas, sobrecarga dos prestadores e retrabalho em cascata.

Esse tipo de tempo de resposta lento gera custos adicionais para a rede, amplia a insatisfação do beneficiário e aumenta o risco regulatório em um cenário de crescimento das reclamações na ANS.

Mapeando os custos ocultos: da autorização às glosas

Os custos ocultos drenam recursos todos os meses. Eles aparecem em processos manuais, tarefas duplicadas e falhas de comunicação. Mapear esses pontos é essencial para aumentar a eficiência operacional e evitar perdas silenciosas.

Glosas hospitalares e custos assistenciais

Sem integração entre sistemas, a operadora paga por procedimentos não previstos ou lançados de forma incorreta, gerando custos assistenciais evitáveis e reduzindo a previsibilidade financeira. A falta de automação em auditorias médicas ainda prolonga análises e atrasa o fluxo de caixa.

Fraude na saúde

Reembolsos indevidos, prescrições sem justificativa clínica ou vínculos falsos de beneficiários são exemplos de fraudes na saúde que somam milhões em prejuízo por ano. Sem apoio de análise preditiva, esses padrões passam despercebidos e dependem de revisões manuais lentas.

Autorização e tempo de resposta

Demoras na autorização de procedimentos também representam um problema financeiro. Além de prejudicar o beneficiário, sobrecarregam prestadores e ampliam o retrabalho administrativo. O tempo de resposta maior eleva custos internos e potencializa reclamações regulatórias.

O perigo dos silos de dados na identificação de ineficiências

Silos de informação minam a eficiência operacional porque impedem que os gestores tenham uma visão unificada da operação. Sem integração entre áreas, a gestão de dados perde força e a tomada de decisão fica vulnerável a falhas.

  • Falta de unificação entre setores: quando não há integração de setores como cadastro, sinistros e financeiro, surgem múltiplas versões da verdade, gerando decisões desalinhadas e aumentando os riscos de erro.
  • Impacto nos custos: processos manuais e auditorias lentas elevam desperdícios, atrasam reembolsos e comprometem o controle dos recursos financeiros da operadora.
  • Risco regulatório: dados fragmentados dificultam o cumprimento das exigências da ANS, ampliando a chance de multas e de desgaste na relação com o órgão regulador.
  • Índice de eficiência comprometido: sem consolidar informações em painéis únicos, a gestão perde precisão, reduz a capacidade de análise e falha em identificar problemas mais críticos.
  • Perda de visão estratégica: a ausência de dados integrados limita análises preditivas e impede políticas de saúde mais eficazes para reduzir custos e melhorar a experiência do beneficiário.

Usando dados e tecnologia para transformar eficiência em lucro

As operadoras precisam transformar cada processo em fonte de resultado. A eficiência operacional só ganha força quando dados e tecnologia trabalham juntos para eliminar falhas, antecipar riscos e sustentar decisões de alto impacto.

1. Inteligência artificial em auditoria

Sistemas de inteligência artificial (IA) analisam contas médicas em tempo real, cruzando históricos de pacientes e prestadores. Esse sistema reduz riscos de fraude, acelera decisões e fortalece a eficiência operacional, substituindo processos lentos por análises rápidas e confiáveis.

2. Automação robótica em processos administrativos

O uso de RPA encurta prazos críticos, como autorizações que antes levavam dias e passam a ser resolvidas em minutos. Além de melhorar o tempo de resposta ao beneficiário, a automação libera equipes para tarefas estratégicas e reduz falhas operacionais.

3. Painéis de gestão de dados integrados

Relatórios inteligentes permitem enxergar com clareza onde estão os problemas e quais setores entregam mais valor. É nesse ponto que muitos gestores entendem na prática o que é eficiência operacional: unir tecnologia e dados para tomar decisões baseadas em fatos.

4. Ciclo contínuo de melhoria

O impacto final da tecnologia não se limita ao corte de custos. Ela cria um ciclo de evolução constante, aumentando previsibilidade, reduzindo erros e permitindo que recursos sejam direcionados para novos serviços e inovações em saúde.

TopSaúde HUB como referência para a gestão de operadoras

Parte do ecossistema Interplayers, a TopSaúde HUB é reconhecida como uma plataforma completa para gestão de operadoras e autogestões, com ERP, uso de inteligência artificial, BI e Data Analytics que integram toda a operação de planos de saúde, desde cadastro até atendimento e reembolso.

Nossa plataforma é conectada ao universo regulatório, trazendo eficiência operacional por meio de integração entre sistemas, automação de processos e relatórios aderentes à ANS.

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Dúvidas sobre eficiência operacional

Como calcular o índice de eficiência de uma operadora de saúde?

O índice de eficiência é obtido dividindo os custos administrativos e assistenciais pela receita total. Depois, ajusta-se o resultado descontando glosas recuperadas, fraudes identificadas e desperdícios evitados.

Qual a diferença entre reduzir custos e aumentar eficiência operacional?

Reduzir custos é cortar gastos. Aumentar eficiência é otimizar processos para entregar mais valor com os mesmos recursos.

Qual é o índice de eficiência ideal para uma operadora de saúde?

Não existe um valor único, mas operadoras sustentáveis costumam manter o índice abaixo de 80%, significando que até 80% da receita é usada para cobrir custos assistenciais e administrativos.

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